segunda-feira, 13 de outubro de 2025

PGM IV. 2785–2890 Prece a Selene para qualquer feitiço:

 

"Vem a mim,ó amada senhora, Selene de três faces,

Ouve bondosa os meus sagrados cantos;

Ornamento noturno,jovem, que trazes a luz aos mortais, /

Ó filha da aurora que cavalgas sobre touros ferozes,

Ó rainha que conduzes teu carro em curso igual

Ao de Hélio,que com as triplas formas

Das triplas Graças danças em rodopios com/

As estrelas.És a Justiça e os fios da Moira;

Cloto,Láquesis e Átropos.


Três-cabeças, és Perséfone, Megera,

Aleto,de muitos nomes, que armas tuas mãos, /

Com temíveis e sombrias lâmpadas,que sacodes tuas madeixas

De serpentes temíveis em tua fronte,que soas

O rugido de touros de vossas bocas,cujo ventre

É ornado com as escamas de seres rastejantes,/

Com fileiras venenosas de serpentes pelas costas,

Presas às vossas costas com correntes horripilantes.

Gritadora Noturna,de face de touro, que amas a solidão, /

Com cabeça de touro,tens olhos de touro, / a voz

De cães;ocultas tuas formas em pernas de leões.

Teu tornozelo tem forma de lobo,cães ferozes te são caros

Por isso te chamam/ de Hécate,

De muitos nomes,Mene, que fende o ar tal como

Ártemis,a que atira dardos, Perséfone,

Caçadora de cervos,que brilha na noite /, tripla-soante,

De três cabeças,de três vozes, Selena

De três pontas,de três faces, de três pescoços,

E deusa da tripla via,que seguras

Incansável fogo flamejante em triplas cestas,/

E tu que frequentas as triplas vias

E governas as três décadas.A mim,

Que te invoco,sê favorável e com bondade

Dá ouvidos,tu que proteges o mundo espaçoso

À noite,perante quem os demônios tremem de medo /

E os deuses imortais estremecem,deusa que

Exalta os homens,tu de muitos nomes, que dás à luz

Justa prole,de olhos de touro, cornuda, mãe de deuses

E dos homens,e Natureza, Mãe de todas as coisas,

Pois frequentas o Olimpo,/ e o amplo

E sem limites abismo tu percorres.

Princípio

E fim és tu,e só tu a tudo governas.

Pois todas as coisas são de ti,e em ti

Todas as coisas,eterna, chegam ao seu fim.

Como uma eterna/ faixa em torno de tuas têmporas

Usas as grandes correntes de Cronos,inquebráveis

E inamovíveis,e seguras em

Tuas mãos um cetro dourado.Letras ao redor

Do teu cetro,o próprio Cronos escreveu e deu

A ti para usares,para que todas as coisas permaneçam firmes.

Subjugadora e subjugada,subjugadora da humanidade,

E subjugadora da força;também governas o Caos."


Tradução livre – sem fins lucrativos 

PGM IV. 2785–2890 Prece a Selene para qualquer feitiço:

  "Vem a mim,ó amada senhora, Selene de três faces, Ouve bondosa os meus sagrados cantos; Ornamento noturno,jovem, que trazes a luz aos...